quarta-feira, abril 30, 2008

 Visita: Paulo Bruscky

Paulo Bruscky

A exposição “Ars Brevis” (Artista mltimidia cearence, nascido em 1949. A partir de 1969, aumenta suas realizações no campo da arte conceitual e experimental fazendo pesquisas múltiplas que envolvem o espaço e o ambiente, em intervenções e materiais di. Desenvolve, a partir de 1970, pesquisas em copy art (eletrografia), expondo o resultado numa mostra individual na Galeria Empetur, em Recife. ) mostrou uma série de obras do artista em diferentes épocas de sua carreira, as obras são feitas com métodos de fácil reprodução, como xérox, fotografia, carimbo entre outros.


Perante tantas obras eu gostei muito de 3, são elas: Economia Política (1990), Livro Objeto Jogo 2 (1993) e Poazia (1977), porém, as escolhidas para a realização deste trabalho foram Economia Política e Poazia.

A Exposição por Cristina Freire (curadora da exposição)

“O meu interesse pela obra do artista Paulo Bruscky surgiu há exatamente uma década quando iniciei a pesquisa do acervo de arte conceitual nesse Museu. A falta de informações disponíveis sobre seu trabalho contrastava com a riqueza de relações sugeridas pela grande quantidade de livros de artista, cartões, projetos de instalações e performances enviados para o MAC-USP, pelo correio, nos anos 1970. Essa circulação da informação artística própria à arte postal anunciou o princípio da rede, por meio de um circuito subterrâneo internacional muito ativo durante os anos difíceis da ditadura militar no Brasil.

Como membro atuante desse circuito, as experimentações de Paulo Bruscky têm sua realização plena nos meios de reprodução amplamente acessíveis como fotografia, mimeógrafo, xerox, fax, carimbo etc.

A trajetória desse artista não é linear e os núcleos dessa exposição: eu comigo, poesia visual, arte postal, máquinas poéticas, biblioteca, cotidiano e hospital-estúdio, procuram veredas nesse percurso labiríntico que se estende desde o final dos anos 1960 até o presente.

Distante dos padrões convencionais da chamada ‘obra de arte’ a sua poética evoca temas pertinentes à confluência entre obra de arte e documentação e reafirma a indissolubilidade entre arte e vida.

O estatuto artístico dessa arte efêmera, que se faz permanente na história da arte, remonta aos anos 1950/60. Está presente aqui a influência do grupo de vanguarda Fluxus: interdisciplinar, internacional, multimídia e articulado em rede, sugerindo um sentido utópico para a prática artística.

O transitório-permanente da obra desse artista pernambucano, em sua assumida precariedade, revela outros sentidos para o decurso da nossa história da arte contemporânea.” Texto feito para a Exposição


Poazia

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Esta obra da década de 1970 foi de todas a que eu mais gostei, não sei dizer se foi pela dose de sarcasmo que eu encontrei na obra, se foi por sua limpeza na hora da composição ou pela referência aparentemente pop ao sal de frutas eno. A Obra foi feita no ano de 1977, e ao meu ver, a obra pode ter sido feita para criticar a política da época.

Com relação a percepção da obra, segundo as leis da Gestalt, podemos perceber a relação figura/fundo, especialmente na embalagem do Eno representada, a cor do logo, posição e forma se separa do fundo sendo percebido em primeiro plano. Eu também percebi que o Eno representado parece estar sobreposto, como se estivesse jogado em cima de uma superfície lisa, como uma mesa ou chão.

Entretanto, eu acho que o que mais me chamou a atenção nessa obra foi o reconhecimento do significado da marca representada.

Economia Política

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Essa obra, de 1990, me chamou atenção porque poderia ser feita como uma critica a política que temos nos dias de hoje. Não sei se foi isso que o artista pretendeu passar ao realizar esta obra, mas quando eu a vi achei que parecia uma critica aos discursos e promessas que os políticos sempre fazem principalmente em época de eleição, eles prometem tudo mas muitos quando se elegem parecem abrir uma torneira e deixar que tudo que eles disseram vá parar no ralo e assim indo parar no esgoto. Ele parece ter usado o objeto torneira como uma analogia a política.



Para saber mais:

http://www.macvirtual.usp.br

http://www.museuimperial.gov.br

http://www.mamam.art.br

terça-feira, abril 29, 2008

 Entrevista com Marcia Vinhas

# O que é ser Colorista?

Ser Colorista é trabalhar a Cor, é manusiar seus tons através de suas junções, para obter formas através da luz e da sombra.
Para isto, é importante estar sempre estudando a escala de cor, para conseguir novas tonalidades que se obtem com a mistura, tendo cuidado especial no estudo.
Misturar cor e obter tons, é uma alquimia.

# Como se cria uma Tela, qual o processo?

O meu processo de criação é todo feito na minha mente, vou ao longo vendo e olhando com atenção, a cor do céu, as flores, as matas ... e assim, vão surgindo a junção das cores, quando chego na tela para trabalhar, já tenho em mente as cores que vou usar.
E quando o trabalho é temático, procuro saber a cor usada.





O que é um Fractal?


Fractal é uma forma geométrica irregular ou fragmentada que pode ser subdividida em partes, e cada parte será (pelo
menos aproximadamente) uma cópia reduzida da forma toda. Os fractais são geralmente semelhantes entre si e independentes de escala.


# O que é uma Pintura "Alla Prima"?

Expressão italiana que significa de primeira, utilizada para nomear uma técnica de pintura, originalmente a óleo e praticada a partir do século XVII, na qual a tinta é aplicada diretamente na base escolhida, sem estudos preparatórios, e o resultado final é atingido após essa única aplicação do pigmento, não realizando o pintor, correções, velaturas ou retoques.

# Como é sua Forma de Arte?

Todo o meu trabalho é feito “Alla Prima”, em tinta óleo, sem desenhos ou retoques, fazendo com que cada tela seja única. Toda expressão está contida no estudo das cores e das pinceladas, que através de suas junções, fazem surgir movimentos, obtendo assim, efeitos tridimensionais. Desta forma me tornei Colorista, Geométrica e Fractal.

# Qual o Objetivo da Obra?

A intenção, ou o objetivo da obra vai além de passar a beleza das cores e seus tons. E sim, procura através da criação e da percepção se chegar à liberdade visual.
É se deixar levar pela emoção, para que a mesma lhe transmita novas experiências, através do mergulho das cores, nos tons e nas pinceladas, em um movimento único.
Uma verdadeira viagem ao imaginário, fazendo com que a cor seja parte de mim em extrema criação e sentimentalismo.

Para saber mais: http://marciavinhas.multiply.com/
http://www.youtube.com/watch?v=011PHKN0Rys
http://www.youtube.com/watch?v=x4G7Cj_t7wY
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fractal